Pular para o conteúdo
Estúdio Site

Aguardando homologação do MEC · atualizado em 27/10/2026

Guia prático · Parecer CNE/CP nº 15/2026

IA na educação: o que muda para a sua escola.

As regras do Conselho Nacional de Educação explicadas por etapa de ensino, com checklist de 12 meses e um modelo de política de IA para baixar, sem cadastro.

12meses
para ajustar políticas, práticas e contratos depois da publicação (art. 46).
4níveis
de risco para cada uso de IA: baixo, moderado, alto e proibido (art. 37).
0notas
dadas só pela IA. A redação pode ter pré-correção; a nota é do professor (art. 41).

Resumo

As diretrizes em sete pontos.

O Conselho Nacional de Educação aprovou as diretrizes em 1º de setembro de 2026. Elas passam a valer quando o ministro da Educação homologar o parecer e a resolução for publicada.

  1. A IA ajuda, mas não substitui o professor. art. 14

  2. Cada uso de IA é classificado em quatro níveis de risco: baixo, moderado, alto e proibido. art. 37

  3. Redação e prova discursiva: a IA pode fazer uma pré-correção, mas a nota é do professor, que lê o texto inteiro. arts. 40 e 41

  4. Educação infantil sem IA para os alunos; do 1º ao 5º ano, nada de IA generativa; do 6º ao 9º, só com mediação. arts. 21 a 23

  5. No EAD, a tutoria feita por IA não conta como tutoria obrigatória. art. 9º

  6. Proibido desde o primeiro dia: nota dada só pela IA, reconhecimento de emoções, vigilância biométrica e uso comercial de dados de alunos. arts. 41 e 46

  7. Prazo de 12 meses, contado da publicação da resolução, para ajustar políticas, práticas e contratos. art. 46

Por etapa de ensino

Quanto mais nova a criança, menos IA nas mãos dela.

O professor pode usar IA para planejar em todas as etapas. O que muda é o que o aluno pode usar.

  1. Educação infantil

    Vetado

    Os alunos não usam IA nenhuma, nem com o professor junto. O professor pode usar para planejar e como recurso de acessibilidade. art. 21

  2. 1º ao 5º ano

    Sem IA generativa

    Só em atividade planejada e conduzida pelo professor. Nada de uso sozinho e nada de conversa com IA generativa, mesmo supervisionada. As famílias são avisadas. art. 22

  3. 6º ao 9º ano

    Com mediação

    IA generativa só em atividade com mediação do professor. Uso sozinho pelo aluno é proibido. art. 23

  4. Ensino médio

    Regras gerais

    Uso adequado à idade, ensino sobre IA no currículo e nada de publicidade com dados dos alunos. Sem proibição específica para a etapa. arts. 17 a 20 e 24

  5. Ensino superior

    Política própria

    Cada instituição cria sua política de IA, com regras de autoria e integridade, e a inclui no PDI, nos projetos de curso e no regimento. arts. 27 e 28

0h

de tutoria por IA contam no EAD.

A IA pode apoiar tutoria, atendimento e acompanhamento, com supervisão humana. Mas não cumpre as exigências de tutoria e interação do EAD, e o uso será verificado nas avaliações do MEC. art. 9º, § 2º

Estudante usando notebook à noite

Educação profissional e técnica

A IA entra como apoio, sem prejudicar a prática, a segurança e o julgamento técnico. Os cursos técnicos ensinam a usar IA com senso crítico. arts. 31 a 35

Cursos livres

O texto não cita cursos livres: as diretrizes valem para os níveis e modalidades de ensino da LDB. Nossa leitura é que cursos livres não são obrigados, mas seguir as boas práticas aumenta a confiança de alunos e empresas. art. 1º · interpretação da Estúdio Site

Classificação de risco

Cada uso de IA tem um nível. Quanto maior, mais cuidado.

A classificação vale para cada uso, não para a ferramenta: o mesmo assistente é de baixo risco para planejar aula e de alto risco se ajudar a dar nota. Na dúvida, vale o nível mais alto. Se o fornecedor não der informação suficiente para classificar, a ferramenta não pode ser contratada (anexo II do parecer).

  1. Baixo art. 38

    ExemplosPlanejar aula, organizar e adaptar material, revisar texto sem nota, traduzir, resumir, legendas e leitura de tela.

    O que fazerAvisar que usa, proteger os dados e registrar para que a ferramenta serve.

  2. Moderado art. 39

    ExemplosTutor automático, feedback sem nota, assistente de atendimento, recomendação de estudos.

    O que fazerRegistrar a ferramenta, revisão humana quando ela orientar o aluno, acompanhar erros e vieses e abrir um canal para contestar.

  3. Alto art. 40

    ExemplosApoio à correção de provas que valem nota, pré-correção de redação, monitoramento de prova online, previsão de evasão, seleção, bolsas e dados sensíveis.

    O que fazerAvaliação de impacto antes de usar, supervisão humana documentada e validação humana antes de qualquer resultado com efeito.

  4. Proibido art. 41

    ExemplosPontuação social, reconhecimento de emoções, vigilância biométrica contínua, nota dada só pela IA, punição baseada só em detector de IA, dados de alunos em publicidade.

    O que fazerNão pode ser usado. Vale desde o primeiro dia da resolução.

Professores revisando trabalhos em uma mesa

Avaliação

Redação e prova discursiva: a IA prepara, o professor decide.

  1. A IA faz uma pré-correção, que é só preparação e não vale nota.

  2. O professor lê o texto inteiro do aluno.

  3. O professor dá a nota. Aprovar em bloco ou só confirmar a nota sugerida é proibido.

  4. O aluno pode pedir revisão a um avaliador humano.

art. 40, § 4º, e art. 41, IX

Checklist

12 meses, no calendário.

O prazo de 12 meses é do art. 46; a divisão por meses é uma sugestão da Estúdio Site, com o artigo que pede cada etapa.

  1. Dia 1

    Parar o que é proibido

    Conferir se alguma ferramenta dá nota sozinha, reconhece emoções, vigia por biometria ou usa dados de alunos em publicidade. arts. 41 e 46

  2. Meses 1 e 2

    Levantar onde a IA já é usada

    Listar as ferramentas dos professores, da secretaria, da plataforma de ensino e do atendimento: para que servem, quem usa e que dados tratam. art. 12

  3. Meses 3 e 4

    Classificar cada uso

    Encaixar cada uso em um dos quatro níveis. Na dúvida, vale o mais alto. Pedir aos fornecedores o que faltar. arts. 37 a 41

  4. Meses 5 e 6

    Escrever a política de uso de IA

    Usar o modelo desta página com professores e comunidade. No ensino superior, levar ao PDI, aos projetos de curso e ao regimento. arts. 6º e 27

  5. Meses 7 e 8

    Formar os professores

    Como a IA funciona, comandos, conferência do que ela produz, avaliação com tecnologia, dados, integridade e vieses. art. 11

  6. Meses 9 e 10

    Revisar os contratos

    Exigir auditoria, proteção de dados e proibição de treinar IA com conteúdo de alunos e professores. arts. 5º e 15

  7. Meses 11 e 12

    Comunicar e marcar revisões

    Avisar alunos, professores e famílias, abrir canal de contestação e marcar a revisão periódica. arts. 12, 13 e 42

Para baixar, sem cadastro

Modelo de política de uso de IA.

Documento em Word para a instituição preencher e adaptar: princípios, regras por etapa, registro das ferramentas por nível de risco, cuidados com dados, avaliação, formação dos professores e canal de contestação, cada item ligado ao artigo do parecer.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre as diretrizes.

Ainda não. O CNE aprovou o parecer em 1º de setembro de 2026 e a súmula saiu no Diário Oficial em 6 de outubro. As regras passam a valer quando o ministro da Educação homologar o parecer e a resolução for publicada. A partir daí, contam os 12 meses de adaptação.

Sim. Organizar material e planejar aula são usos de baixo risco. O professor continua responsável pelo conteúdo e deve informar quando o material foi feito com apoio de IA (art. 14, § 2º).

Depende da etapa. Na educação infantil e do 1º ao 5º ano, não. Do 6º ao 9º ano, só com mediação do professor. No ensino médio e no superior, segue a política da instituição. Em todos os casos, o aluno responde pelo conteúdo e deve ser transparente sobre o uso (art. 10).

Não só com ele. O detector pode ajudar numa apuração, mas punir com base apenas no resultado da ferramenta é proibido (art. 41, X).

Pode, com supervisão humana e dentro do planejamento pedagógico. Mas a tutoria feita pela IA não conta para cumprir as exigências de tutoria e interação do EAD (art. 9º, § 2º).

O texto não cita cursos livres e vale para os níveis e modalidades de ensino da LDB. Pela nossa leitura, cursos livres não são obrigados. Mesmo assim, seguir as boas práticas, como avisar o aluno e manter a nota com uma pessoa, é um diferencial de confiança.

Ajuda para aplicar

Precisa de apoio para adequar sua instituição?

A consultoria de IA da Estúdio Site faz o levantamento das ferramentas, a classificação de risco, a política de uso e a formação da equipe.

Falar com a Estúdio Site